O último ano foi particularmente desafiante para todos os setores de atividade. O imobiliário não foi exceção, com as empresas que gravitam ao redor deste mercado a terem de se reinventar e abraçar tecnologias e tendências que, muitas vezes não sendo propriamente novidade, passaram a ser parte integrante do negócio.

Num mundo em confinamento, os negócios continuaram a realizar-se. Provavelmente não com a mesma celeridade, não com a mesma cadência e, muitos menos, com a mesma postura. Hoje, passado um ano de pandemia, com os diferentes países a liderarem com restrições e exigências governamentais distintas, a agilidade dos processos foi, definitivamente, posta em causa. O setor imobiliário, nomeadamente a mediação, já dispunha de muitos meios tecnológicos. A grande alteração é que as empresas passaram a estar muito mais disponível para a utilização das distintas tecnologia.

Aliás, basta tomar como exemplo as visitas virtuais, que já existiam há muitos anos, apesar de só usadas em casos pontuais e específicos, com as visitas aos imóveis a serem feitas maioritariamente de forma presencial. Atualmente, as visitas passaram a ser feitas através de vídeos ou apresentações 3D, sem que se tenham registado quebras nas transações, garantem os mediadores. Mas não só. A reserva do imóvel e a assinatura do contrato promessa por via totalmente digital é já prática comum no negócio, levando as empresas a admitirem ter havido uma aceleração da aceitação dessa metodologia de trabalho no setor da mediação imobiliária.

Das placas virtuais aos drones

Não são, uma vez mais, nada de tecnologicamente avançado. As placas continuam a ter um suporte físico, instalado no terreno ou no imóvel, com a única diferença a ser ostentarem um QR Code. Basicamente, basta apontar a câmara do telemóvel para que este código bidimensional, que automaticamente o utilizador tem acesso às mais diversas informações sobre o imóvel.

Com os drones acontece precisamente a mesma coisa, são inovações tecnológicas que já conquistaram vários mercados e o imobiliário não poderia ficar de fora.

Com estes gadgets aéreos não tripulados é possível fazer fotos e vídeos dos imóveis por dentro e por fora, de ângulos antes inimagináveis.

É o caso de uma visão aérea de uma propriedade à venda ou a visualização de todo o caminho até à estação de metro mais próxima, por exemplo.

Aliás, o mercado imobiliário hoje já utiliza os drones em praticamente todas as etapas, da construção de um edifício, à venda e pós-venda.

A visita virtual é, como já tínhamos referido, uma das inovações tecnológicas que mais sucesso tem registado, até porque permitem que o cliente se sinta como se estivesse, de facto, a caminhar por cada divisão do imóvel, inclusivamente com a possibilidade de ver a paisagem pela janela.

Aqui, há imensas soluções identificadas no mercado. Imagens de todos os ângulos, obtidas por uma câmara 360 graus com link gerado através de plataformas específicas, através de modelos digitais 3D ou ainda com drones, com as versões mais sofisticas a utilizarem óculos que aumentam a sensação de realidade. Ou seja, a realidade aumentada. Com eles é até possível trocar móveis de lugar para testar a decoração ou mesmo atravessar paredes para identificar possíveis mudanças estruturais.

A importância de conhecer o cliente

Os sistemas de CRM são, provavelmente, a menos tecnológica e menos recente inovação. Há muitos ano que as empresas utilizam estes sistemas de relacionamento com o cliente para potenciar as suas vendas, no entanto,

parece consensual que só agora a generalidade do mercado imobiliário despertou para a sua importância. O CRM imobiliário não é visível para os clientes, estando mais voltado para uma inovação imobiliária em processos. Este sistema informático registar e consultar o perfil e o histórico dos contactos e negociações com clientes potenciais e efetivos.

Pode ainda ser utilizado tanto pela equipa responsável pelo relacionamento, com o objetivo de otimizar o fecho do negócio, quanto pela gestão da imobiliária, como fonte de dados para suportar decisões importantes, como a aprovação de campanhas de marketing.

Uma coisa parece certa: o digital é inevitável e quem não estiver disposto a ceder, não vai sobreviver.